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projects ISSN 2595-4245

Introdução Memorial

abstracts

português
O estudo para a reforma do Parque Municipal Raul Seixas levou em conta as transformações paisagísticas ao longo do tempo, direcionadas para as gerações presentes e futuras, considerando, sobretudo, as heranças do passado

english
The study for the renovation of the Raul Seixas Municipal Park took into account the landscape changes over time, directed to present and future generations, especially considering the legacy of the past.

español
El estudio para la renovación del Parque Municipal Raul Seixas tuvo en cuenta los cambios del paisaje a lo largo del tiempo, dirigido a las generaciones presentes y futuras, especialmente considerando el legado del pasado.

how to quote

LAVECCHIA, Lucas; PEQUI, Leonardo. Parque Municipal Raul Seixas e suas transformações. Reflexões e responsabilidade social sobre o meio ambiente. Projetos, São Paulo, ano 20, n. 230.02, Vitruvius, fev. 2020 <https://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/20.230/7630>.


Este trabalho foi realizado a partir de um processo movido pelo Ministério Público de São Paulo – MPSP, para que fosse elaborado projeto para acessibilidade no Parque Municipal Raul Seixas, considerando, sobretudo, a presença do Centro de Convivência e Cooperativa – Cecco (1), no interior do Parque. Tendo como objetivo a realização das exigências do MPSP, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente – SVMA elaborou estudo para a implantação das adequações solicitadas.

O projeto apresentado é uma experiência da elaboração de projeto, execução de obra pública e reflexão entre arquitetura, inclusão e meio ambiente. O processo de elaboração do estudo para a reforma do Parque Municipal Raul Seixas levou em conta a área do parque e suas transformações paisagísticas ao longo do tempo, assim sendo, as adequações executadas no espaço público são orientadas para tratar de necessidades atuais, direcionadas para as gerações presentes e futuras, considerando, sobretudo as heranças do passado.

No texto a seguir, abordamos brevemente as transformações da zona leste, especificamente da região de Itaquera, local do Parque, passando pela ocupação da antiga Família Morganti no século 19 cujo casarão é considerado patrimônio histórico. No sentido de contextualização, abordamos também a participação da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo – Cohab na construção do Conjunto José Bonifácio, conhecido como Cohab II, e posteriormente descrevemos a maneira com que a Prefeitura de São Paulo contribuiu para a transformação da paisagem daquele espaço público.

Itaquera, Zona Leste

No início do século 20, as chácaras que eram propriedades dos Carmelitas (2), localizadas em Itaquera, participavam do progresso da cidade como fornecedores de frutas e legumes, bem como na produção de lenha, carvão vegetal e tijolos. Com o passar do tempo, as chácaras foram loteadas e arruadas para a alta sociedade paulistana, descaracterizando o passado e transformando a morfologia da região no que conhecemos atualmente.

Junto com o crescimento econômico veio também a construção da Radial Leste e da linha vermelha do Metrô, importantes eixos de mobilidade para a região. Com a chegada da estação de Metrô de Itaquera na década de 1980, boa parte da população começa a se fixar no entorno da estação e o bairro se concretiza como bairro-dormitório. Ainda assim, o bairro manteve as características rurais, ocupadas predominantemente, por pequenas chácaras, casarios antigos com famílias tradicionais na região.

Já em 1970 e 1980, a região passa por grande transformação, devido às políticas públicas da época reservar boa parte dos investimentos em terrenos para construção de conjuntos habitacionais, como: Cohab I, Cohab II, Cohab III, e outros em Guaianazes, até ser constituída e consolidada a Cidade Tiradentes.

Com o passar do tempo, a região de Itaquera ganhou outras forças com novos investimentos que trouxeram equipamentos distintos para a zona leste, com isso, a região vai aos poucos deixando de ser conhecida como bairro-dormitório e outras dinâmicas vão se impondo no lugar, trazendo novas questões e redefinindo a área de Itaquera, tendo como exemplo o estádio de Itaquera, o shopping Itaquera, Fatec, Poupatempo entre outros.

Família Morganti

No início da ocupação do bairro de Itaquera, havia poucos casarios e apenas algumas fazendas e chácaras, uma delas é a Fazenda da Família Morganti, trata-se de uma família tradicional italiana que migrou para o Brasil, instalando-se na região leste da capital paulistana.

A Fazenda Morganti, como ficou conhecida, data aproximadamente do ano de 1870, porém a Casa Sede da Fazenda só foi construída durante a década de 1920, considerada como uma casa simples e com poucas ornamentações na fachada principal, sua importância se dá principalmente por ser considerada como um dos últimos casarões de fazenda existentes da região de Itaquera.

Depoimentos dos moradores da época indicam que as duas edificações no interior do Parque Municipal Raul Seixas (3) são remanescentes da Fazenda da Família Morganti. As duas edificações a que os moradores se referem são: Casa de Cultura Raul Seixas, antiga sede da Família Morganti e a Casa da Administração do Parque.

Toda área ocupada atualmente pelo Parque Municipal Raul Seixas, pertencia à Fazenda da Família Morganti, assim como, as áreas destinadas à construção do Conjunto Habitacional José Bonifácio, conhecido como Cohab II, também fazia parte da fazenda da Família Morganti, ou seja, era uma grande área próxima do Rio Jacu, pertencente a um proprietário naquela época.

Ao longo dos anos, a Casa Sede da Família Morganti foi utilizada de diferentes maneiras, como: lugar de realizações de missas e escritório da Cohab durante a construção do Conjunto Habitacional Cohab II. Atualmente é utilizada como Casa de Cultura Raul Seixas sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura – SMC e tombada no ano de 2015 pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo – Conpresp como importante remanescente dos casarões da zona leste.

Conjunto Habitacional José Bonifácio – Cohab 2

Com a alta demanda por moradia na cidade de São Paulo nos anos de 1980, houve uma volumosa produção habitacional em massa, com a proposta de padronização das edificações e apartamentos, prática que é alvo de críticas que ecoam até os dias de hoje. O valor da terra foi um dos pontos determinantes para aquisição de grandes áreas e ampla construção de conjuntos habitacionais na zona leste, que detém a maior quantidade de conjuntos habitacionais da cidade de São Paulo construídos pela Cohab.

Com a construção do conjunto Cohab II muitas pessoas foram morar na área que futuramente seria adjacente ao Parque Municipal Raul Seixas, aquele era um forte indicador que em algum momento seriam necessárias instalações de equipamentos públicos para oferecerem serviços de educação, creche, saúde, cultura, lazer, entre outros. Uma vez que a política habitacional é conduzida desatrelada ao planejamento urbano, foi necessária a instalação de diversos equipamentos para atender a nova demanda que chegava naquele lugar.

A área destinada ao parque foi transferida para a Prefeitura Municipal de São Paulo – PMSP, por meio de um Termo de Permissão de Uso, instituído pela Cohab, cuja finalidade era a implantação do Parque Municipal Raul Seixas através do Departamento de Parques e Áreas Verdes – Depave. Após todas as tratativas, o parque é inaugurado em 21 de outubro de 1989.

Inauguração do Parque Municipal Raul Seixas em 1989

Os esforços para a implantação do Parque resultam de uma ação conjunta da população da região, da subprefeitura de Itaquera, da própria Cohab com o termo de permissão de uso da área de aproximadamente 33.000,00m² para a PMSP do Depave, responsável pelos Parques Municipais da Cidade de São Paulo.

Na época da inauguração havia no parque apenas as antigas construções da Família Morganti, associado a um lago, um bosque com árvores frutíferas, palmeiras, eucaliptos e alguns caminhos. O terreno apresentava topografia parcialmente plana com declividade acentuada para a rua Sabbado D’Angelo.

No ano de 1989 a SVMA junto a SMC, interagiram com a artista plástica Elvira de Almeida (4) para que fossem desenvolvidos brinquedos lúdicos para o parque, com a proposta de reutilizar materiais como tora de eucalipto, troncos de árvores e peças metálicas. Com esses materiais a artista desenvolveu uma obra de arte conhecida como Ludo-Escultura.

Assim, no governo de Luiza Erundina, inaugurou-se o Parque Municipal Raul Seixas, importante área verde e espaço público de lazer, que atenderiam milhares de pessoas de Itaquera e região, com a presença da Casa de Cultura e Cecco e outros equipamentos. O parque esta situado entre o conjunto habitacional, escola, posto de saúde e outros equipamentos públicos.

Reforma geral em 1996

No sentido de melhorar o parque, construíram-se novos equipamentos e infraestruturas para uso do público local. A primeira grande reforma desenvolvida pelo Depave no Parque Municipal Raul Seixas ocorreu entre os anos de 1995 e 1996 sob a gestão de Paulo Maluf. Esta reforma tinha o propósito de requalificar o espaço público com a construção de duas quadras poliesportivas, cercamento em gradil, palco para eventos culturais, parquinho, sanitário público, mobiliário e caminhos, além de outras adaptações de melhorias dos equipamentos e edificações existentes.

Havia também um estudo realizado pelo Depave em conjunto com a Companhia de Engenharia de Tráfego – CET com o objetivo de implantar 600m lineares de ciclovia no parque; porém o estudo foi descartado após considerarem que a área do parque era insuficiente, não era utilizado por ciclistas e pela alta frequência de crianças, moradoras da Cohab II.

Com isso, ficou encaminhado que a melhor opção seria a demarcação de ciclo-faixas em todo o perímetro interno ao parque, interligando os condomínios ao sistema viário Jacu-Pêssego, previsto no projeto ciclista da CET, com percurso de 15 quilômetros, porém este projeto não foi executado.

Contudo, com a reforma concluída em 1996, o parque ampliou suas capacidades e melhorou a infraestrutura para receber de forma adequada o público.

Reforma e readequação para acessibilidade em 2019

Após este panorama explorado acima, partindo da ocupação das chácaras, dos Carmelitas e da Família Morganti, passando pela transformação urbana de Itaquera, assim como a aquisição das terras pela Cohab, a inauguração do Parque em 1989 e a última reforma em 1996, o escopo do projeto para a nova reforma do ano de 2019 considerou uma valiosa carga de história acumulada desde o início desta área, haja vista a solicitação feita pelo MPSP, no sentido de adequar o espaço público às novas necessidades do nosso tempo e visando o futuro.

Para a elaboração da proposta de estudo preliminar de arquitetura, foram observadas as possibilidades de intervenção que respeitassem e articulassem os elementos do passado com novas necessidades propostas, como, por exemplo: pisos, escadas, rampas e outros elementos desenhados de forma a manter as intervenções preexistentes, valorizando o patrimônio histórico desta área, assim, revelando o antigo e incluindo o novo.

A diferença fundamental desta nova reforma é o conceito de desenho universal (5) e acessibilidade, inexistente nas reformas anteriores, e que se insere para atender o público presente, bem como as futuras gerações que frequentarão o espaço público da cidade. Junto a isso, o estudo também prevê que o desenho universal dialogasse com a preservação da memória, do meio ambiente e qualificasse o espaço para a comunidade. Neste sentido, o projeto foi submetido à Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida – SMPED para ser avaliado pela Comissão Permanente de Acessibilidade – CPA, que considerou o projeto favorável nas questões relativas à acessibilidade.

Utilizamos o conceito de desenho universal para que o espaço público possa ser utilizado pelo maior número de pessoas, independente de idade, habilidade, estrutura ou condição física, sensorial e cognitiva, oferecendo maior segurança e autonomia nos espaços públicos da cidade. Outro desafio para este novo projeto do parque, incidia sobre o tempo de vida das pessoas, uma vez que as pessoas envelhecem, e com isso suas habilidades são alteradas ao longo da vida, portanto é necessário que o parque tenha condição física adequada e adaptável para todas as pessoas.

Neste sentido, foi desenvolvida uma rota acessível feita em concreto, junto à alameda principal existente, que havia sido executada em paralelepípedo em 1995/1996. Esta rota acessível, projetada em concreto, é a estrutura norteadora do projeto, é por meio desta rota que todos os equipamentos se interligam, bem como conduz a pessoa a novos espaços criados a partir dela.

Assim, o novo projeto promove a inclusão permanecendo em harmonia com a antiga reforma sem a necessidade de demolição total dos paralelepípedos. É possível verificar as duas intervenções lado-a-lado, cada uma com suas especificidades devido à época em que foram executadas, revelando as transformações do espaço durante o tempo e as necessidades de cada época. Através da rota acessível pode-se ter acesso, por meio de planos inclinados, rampas e escadas, a todos os equipamentos e edifícios do parque, além de ter acessibilidade em outros espaços como a nova praça de concreto, parquinho acessível e labirinto.

As intervenções na Casa de Cultura foram executadas de modo a garantir o máximo de acessibilidade, preservando o bem tombado, os novos elementos não danificaram a volumetria da edificação e podem ser verificadas as diferenças entre aquilo que é patrimônio e aquilo que é a nova intervenção.

Além disso, foram estudados novos mobiliários para o parque executados em concreto aparente. Os novos mobiliários constituem espaços de estar que dialogando com a rota acessível e novos pisos em áreas do parque em que antes havia baixo uso e baixa permanência de pessoas. Esse mobiliário proposto se insere no meio ambiente de tal modo que estabelece contraste por sua forma e textura, diferenciando propositalmente da natureza.

É importante ressaltar o novo olhar sobre as dinâmicas e necessidades desta geração, projetando as perspectivas para o futuro, a fim de colher frutos com as transformações físicas do espaço. No entanto, é preciso transmitir para as novas gerações, as escolhas realizadas no passado, fazendo com que a construção da paisagem sirva de forma pedagógica a um projeto de cidadania e responsabilidade social com o meio ambiente e o espaço público.

Ludo-escultura de Elvira de Almeida

É comum em áreas com grande relevância histórica, cultural e ambiental, após um olhar cauteloso sobre o lugar, aparecerem surpresas durante a execução das obras. A maior delas encontrada aqui se deu de maneira espontânea, quando vistoriávamos o andamento das obras e percebemos um ícone no meio do bosque, feito de tora de eucalipto com pinturas geométricas e com uma peça metálica no topo da tora de eucalipto. *Acredito que isso não é exclusivo às obras públicas.

No primeiro momento, consideramos que aquela peça poderia ter sido feita por alguém que frequentava o Parque. Após uma pesquisa nos arquivos do antigo Depave (6), encontramos uma foto desta peça datada de 1989 com a seguinte legenda: “vista da casa da administração e Ludo-escultura de Elvira de Almeida”.

Na foto encontrada nos arquivos do Depave, é possível observar a Ludo-escultura, no primeiro plano verificam-se elementos metálicos, retorcidos e com formas assimétricas, no segundo plano é possível verificar troncos de árvores colocados no chão sobre bases de concreto, há também um elemento vertical construído com tora de eucalipto com desenhos geométricos, e se observarmos com mais atenção veremos uma peça metálica, formando uma figura lúdica. Ao fundo da imagem vemos o bosque de eucalipto e a casa da administração do Parque.

Encontramos também um memorando do ano de 1989 para a construção da Ludo-escultura no Parque Raul Seixas. Este documento versa sobre a instalação do brinquedo lúdico para o Parque Municipal Raul Seixas. Na ocasião, é solicitado que a SMC em conjunto com a SVMA entrem em contato com a artista plástica Elvira de Almeida para a proposta de uma escultura para o Parque.

Portanto, após a consulta nos arquivos do Depave, percebemos que estávamos diante de um remanescente feito por Elvira de Almeida, e que esta escultura havia sido danificada pelo tempo e sem ter sido identificada desde 1990, ano de conclusão desta obra.

Durante as obras, a proposta de nossa equipe foi de identificar o remanescente da Ludo-escultura para resgatar e manter a memória desta intervenção. Após quase três décadas da instalação da escultura de Elvira de Almeida, foi possível verificar que sobraram apenas os restos da tora de eucalipto e a peça metálica que formam a figura lúdica da Ludo-escultura, e que entendemos que deve permanecer no parque adequadamente identificada.

Os remanescentes da escultura foram incorporados ao projeto, com a devida identificação e preservação daquilo que restou dos trabalhos de Elvira de Almeida em colaboração com a Prefeitura de São Paulo. Significa dizer também que, este objeto executado no passado, tem hoje uma nova função e seu futuro dependerá de seu significado sociocultural com a sociedade.

Os princípios diante das novas necessidades

Os princípios usados na elaboração do estudo para o Parque Raul Seixas consideram o que já havia sido construído no passado, consolidado e permanecido, o projeto prevê reformas sobre, aquilo que chamamos aqui de heranças do passado, considerando os usos recentes, para realizar funções sociais adequadas ao nosso tempo.

Os parques urbanos municipais que constituem espaços públicos requerem um olhar para resgatar os usos do passado, no sentido de permanecer com a memória do lugar, mas também requer novas intervenções em conjunto com a sociedade local, verificando e interpretando as novas necessidades do nosso tempo. É neste sentido que aplicamos o conceito de inclusão, ou seja, todas as intervenções feitas no passado serão consideradas e incorporadas nas novas intervenções, conciliando as antigas reivindicações populares com as novas propostas de inclusão.

Diante do desenvolvimento acelerado das cidades, bem como as transformações da paisagem, é importante refletir com maior responsabilidade social sobre o reconhecimento do ambiente natural da região, do caráter local e como atuar sobre o espaço público, criando novas paisagens sem comprometer a história de cada lugar.

notas

1
Centro de Convivência e Cooperativa – Cecco é um equipamento público da Secretaria Municipal de Saúde, com atividades independentes da condição de saúde, econômica, social e cultural de adolescentes, jovens, crianças, adultos e idosos. A missão do Cecco é possibilitar o encontro da diversidade mediada pelas manifestações culturais, na forma de oficinas, que venham possibilitar a circulação de papéis e lugares existenciais, que concorram para o surgimento de sujeitos de desejo e da coletividade.

2
Vindos de Portugal, quatro Religiosos Carmelitas liderados por Frei Bernardo Pimentel Ord. Carm. Sucederam-se então as fundações dos nossos conventos: em 1584 o Convento de Olinda PE, em 1589 o de Santos SP, em 1590 o do Rio de Janeiro RJ, em 1594 ode São Paulo SP, em 1608 ode Angra dos Reis RJ, em 1627 o de Mogi das Cruzes SP, em 1622 o de Vitória ES, e em 17180 de ltú SP.

3
O Parque homenageia ao compositor e cantor brasileiro Raul Seixas, roqueiro de popularidade nacional nascido na cidade de Salvador, Bahia em 1945 e faleceu na cidade de São Paulo em 1989, mesmo ano da inauguração do Parque. Na ocasião, a decisão para o nome do Parque foi decidida em assembleia popular.

4
Elvira de Almeida iniciou a carreira como escultora e designer, trabalhou em conjunto com a Prefeitura de São Paulo, e lecionou também na Universidade de São Paulo – USP até 1993. Na década de 1970 estudava mobiliário popular cujo objetivo era a montagem pelo próprio usuário, em 1989 incorporou em seu trabalho a proposta de sucata ambiental para transformar em arte lúdica, nesta fase do trabalho de Elvira de Almeida, o Depave realizou algumas obras em conjunto com a artista, algumas dessas obras foram executadas nos Parques: Raul Seixas, Chico Mendes e Ibirapuera.

5
De acordo com Mara Gabrilli, a ideia de Desenho Universal se “desenvolveu entre os profissionais da área de arquitetura na Universidade da Carolina do Norte – EUA, com o objetivo de definir um projeto de produtos e ambientes para ser usado por todos, na sua máxima extensão possível, sem necessidade de adaptação ou projeto especializado para pessoas com deficiência”.

6
As informações referentes à Elvira de Almeida foram encontradas em um caderno produzido pelo Depave. Neste caderno havia uma foto com a escultura, a partir desta foto, foi possível resgatar a história da Ludo-escultura.

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