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interview ISSN 2175-6708

abstracts

português
Em depoimento a Isabella de Serro Azul, o arquiteto e professor Sidney de Oliveira relata a sua experiência com a pré-fabricação em concreto armado nos projetos realizados em sociedade com o arquiteto professor Eduardo Kneese de Mello.

english
In this interview, the architect professor Sidney de Oliveira relates his experience with the prefabrication in reinforced concrete in the projects carried out in partnership with the architect professor Eduardo Kneese de Mello.

español
En esta entrevista, el arquitecto profesor. Sidney de Oliveira relata su experiencia con la pre-fabricación en concreto armado en los proyectos realizados en sociedad con el Arquitecto profesor Eduardo Kneese de Mello.

how to quote

SERRO AZUL, Isabella Silva de. Sidney de Oliveira. A experiência com a pré-fabricação em concreto armado do sócio de Eduardo Kneese de Mello. Entrevista, São Paulo, ano 20, n. 080.01, Vitruvius, out. 2019 <https://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/20.080/7490>.


Conjunto Residencial da USP - Crusp, Cidade Universitária, São Paulo, 1961, arquitetos Eduardo Knesse de Mello, Joel Ramalho Jr. e Sidney de Oliveira
Foto Isabella Silva de Serro Azul, 2017

Isabella Serro Azul: Como foi a experiência de projetar o Crusp?

Sidney de Oliveira: A ideia inicial era do Crusp ser construído para os IV Jogos Panamericanos de 1963 e depois ser utilizado para a habitação. Para os jogos, não teríamos tempo de empregar a pré-fabricação porque não tinham indústrias nem livros disponíveis. Nós não conseguimos nenhum livro de pré-fabricação na época.

Conseguimos um adendo na concorrência pública para que a construtora se comprometesse a utilizar o pré-fabricado do projeto original. Nós fizemos isso para comover mesmo: ninguém melhor do que a Universidade de São Paulo – USP para fazer algo inovador! A firma que pegou a concorrência teve que mandar um engenheiro estudar sobre pré-fabricados na Europa.

Não tínhamos grua, então foi montado um trilho no sentido do comprimento do prédio e foram utilizadas rodas de trem mesmo. Era mais seguro ter o trilho para o guindaste não oscilar. Esse trilho era reaproveitado nos outros edifícios.

Nós, o [João Batista Villanova] Artigas, o Ícaro de Castro Mello e o Rino Levi nos reuníamos na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo na Rua Maranhão para fazermos o planejamento da Cidade Universitária, foi quando decidimos onde ficaria o Crusp. Nós queríamos que os estudantes andassem de um prédio para o outro no coberto. Fizemos os edifícios intercalados, mas os intervalos projetados não foram mantidos como projetamos.

Conjunto Residencial da USP - Crusp, Cidade Universitária, São Paulo, 1961, arquitetos Eduardo Knesse de Mello, Joel Ramalho Jr. e Sidney de Oliveira
Imagem divulgação [Acrópole, nº 303, p 93-101, fev 1964]

Depois dos jogos, seis prédios estavam prontos e seis, só o esqueleto. Nessa época, começou a Revolução de 1964 e foi colocado um reitor na USP [...] que quis desmontar o prédio do eixo da avenida para ele poder ter aceso direto ao Crusp. Isso mostra uma vantagem do pré-fabricado: a possibilidade de desmontar os edifícios. As peças puderam ser usadas em outros lugares e perdemos só a fundação.

As peças já vinham com os vazios feitos para as instalações que eram artesanais. Não tivemos nenhum problema para içá-las e as fôrmas eram metálicas.

Fizemos um prédio de cada cor [...]. Não eram para serem pintados. Pré-fabricado não é para ser pintado no canteiro de obras.

Fiz uma excursão para o Rio de Janeiro pelo Instituo de Arquitetos do Brasil – IAB e fui na empresa Formiplac, na cidade de Niterói. Eles fabricavam fórmica colorida que era o que estávamos precisando. A fórmica na fachada desgasta com o tempo e continua colorida. A placa tinha que ter 1 cm de espessura. Voltei para São Paulo com uma sacola de amostras da Formiplac.

Naquela época, podíamos fazer o elevador parar a cada meio nível e isso gerou economia porque era muito caro fazer cada parada. Com o primeiro meio nível acima do térreo, não precisamos fazer as molas enterradas com impermeabilização.

Conjunto Residencial da USP - Crusp, Cidade Universitária, São Paulo, 1961, arquitetos Eduardo Knesse de Mello, Joel Ramalho Jr. e Sidney de Oliveira
Foto Isabella Silva de Serro Azul, 2017

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