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interview ISSN 2175-6708

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SEDREZ, Maycon. Projetando e fabricando complexidade. Entrevista com Florian Gauss. Entrevista, São Paulo, ano 17, n. 065.01, Vitruvius, jan. 2016 <https://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/17.065/5878>.


Fraunhofer ISC Tecnikun III, Würzburg, Alemanha, 2008-2013. Arquiteta/Architect Zaha Hadid. Consultoria/Consulting Werner Sobek Group [Zaha Hadid Architects]

Maycon Sedrez: Eu estou pesquisando sobre fractais no processo de projeto e como produzir complexidade no projeto de arquitetura. Eu vi alguns projetos que você participou; você poderia me falar sobre seu trabalho e suas experiências com geometrias complexas e complexidade no projeto?

Florian Gauss: Minhas primeiras experiências com formas complexas começaram quando eu era um membro da Unidade de Geometria Avançada em Londres no Arup, que era liderado por Cecil Balmond. É claro que ele estava muito interessado em formas complexas e em algoritmos de geração de formas, como fractais. Portanto nós tínhamos muitos projetos usando algoritmos e sistemas geométricos com o intuito de gerar formas e criar projetos. No Arup nós mais ou menos trabalhamos na fronteira do projeto para gerar formas complexas. Eu deixei Londres eventualmente e retornei para Stuttgart e liderei o grupo de geometria no escritório Werner Sobek. E era muito mais focado na realização de formas complexas. O projeto já era dado por outros, projetos de arquitetos, como Zaha Hadid ou Jean Nouvel. E nós éramos responsáveis para realizar o projeto entregue num produto final. Era mais sobre computação, produção de toda a informação o que você precisa para ser capaz de construir a fachada integralmente.

MS: Quais os tipos de arquivos que você trabalha? Eu quero dizer, é Rhino e Grasshopper, Revit, AutoCAD? Você tem que fazer alterações no projeto para ser capaz de produzi-lo?

FG: Em princípio sim. Geralmente você sempre tem que fazer mudanças. Isso é algo absolutamente normal, pois o projeto é um progresso, é um caminho, começa com um rascunho inicial, você avança e você sempre vai aprofundar no detalhe. Claro que os consultores vão parar em algum ponto, pois eles não são pagos para esse trabalho. Eles apenas têm que conduzir até certo ponto, então outros profissionais tem que assumir o detalhamento. Então se você quer construir, você sempre tem que racionalizar e talvez mudar um pouco o que quer que seja requerido. E os arquivos que você submete: AutoCAD, modelos Rhino, modelos IFC (1) estão se tornando mais comuns agora, vindos de programas como Tekla ou Revit.

MS: Você vê vantagens em usar Rhino e Grasshopper combinados?

FG: Eu acho que Rhino com Grasshopper é a mais poderosa ferramenta de projeto no mercado no momento. Há dez anos nós realmente começamos a trabalhar intensivamente com Rhino, e quando eu entrei no AGU (2), havia scripting, não havia Grasshopper, havia um pouquinho de Generative Components que funcionava muito bem, havia é claro CATIA. Mas isso era muito complexo e o CATIA não é uma ferramenta de projeto, é uma ferramenta de fabricação e realização. Então, inicialmente na época que eu entrei no AGU, scripting feito era no AutoCAD usando VBA, Visual Basic for Applications. Isso era ok, mas o AutoCAD não era um bom programa 3D. Assim nós rapidamente percebemos que poderíamos também programar no Rhino da mesma maneira. Então nós fizemos todos os scripts no Rhino. Por exemplo, para o Grande Museu Egípcio, para a geometria fractal da fachada de pedra translúcida, a geometria foi programada no Rhino e também o arquivo para a análise estrutural foi gerado com um script no Rhino. Assim o dado de entrada para o programa estrutural é apenas um arquivo de texto que você retira a informação do modelo e comprime em um arquivo de texto e você abre no programa estrutural.

notas

1
IFC – Industry Foundation Classes.

2
AGU – Advanced Geometry Unity do escritório Arup.

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