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interview ISSN 2175-6708

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Entrevista com o arquiteto e pesquisador Wilfried Wang sobre as contradições da cultura arquitetural contemporânea.

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MARQUES, Sonia. Cultura arquitetural contemporânea. Entrevista com Wilfried Wang. Entrevista, São Paulo, ano 16, n. 061.01, Vitruvius, fev. 2015 <https://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/16.061/5419>.


MAXXI – Museu de Arte do Século XXI, Roma, Itália, 1998-2009. Zaha Hadid Architects
Foto Silvana Romano


Sonia Marques: Você diria que houve mudanças importantes no sistema profissional como um todo? Por que razões?

Wilfried Wang: Entre as principais mudanças no sistema profissional pode ser contabilizada a perda de solidariedade das instituições profissionais, veja-se, por exemplo, as questões de concursos, honorários ou ética. Além disso, há uma perda na autoridade da profissão. Arquitetos não são árbitros dos interesses dos clientes, da cultura e do público em geral, mas servos de grupos de interesses particulares, nominalmente chamado "clientes". Dentro desta degradação da profissão, houve figuras individuais egocêntricas que buscaram cavar um nicho pessoal. Eles não representam quaisquer outros interesses.

SM: Como você descreveria os principais aspectos da atual: natureza dos serviços profissionais, tipo de mercado para os serviços profissionais, tipo de clientela, a base cognitiva e instituições e associações profissionais de credenciamento e ensino.

WW: (sobre a natureza dos serviços profissionais) É essencialmente tentar satisfazer interesses particulares às expensas da sustentabilidade e de uma cultura mais ampla.

(sobre o tipo de mercado para os serviços profissionais) O mercado global é do modo do capitalismo tardio.

(sobre o tipo de clientela) Corporações e indivíduos com excesso de liquidez e com um senso inseguro de auto-identidade em busca de melhorias compensatórias de sua própria importância.

(sobre a base cognitiva) A base cognitiva dominante é a de inovação de formas com um fim em si mesmo.

(sobre as instituições e associações profissionais de credenciamento e ensino) Há muita inércia nestas instituições e associações. Não houve visíveis alterações estruturais significativas nem reformas de objetivos pedagógicos de apoio à sustentabilidade. É business como sempre.

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