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interview ISSN 2175-6708

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O enviado especial do portal Vitruvius na Bienal de Veneza, Adalberto da Silva Retto Júnior, entrevista o curador da exposição brasileira André Corrêa do Lago.

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RETTO JR., Adalberto. Entrevista com André Corrêa do Lago. Curador do Pavilhão Brasileiro comenta a XIV Bienal de Arquitetura de Veneza. Entrevista, São Paulo, ano 15, n. 058.02, Vitruvius, jun. 2014 <https://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/15.058/5210>.


Sesc Pompéia, 1977. Arquiteta Lina Bo Bardi
Foto Nelson Kon

Adalberto da Silva Retto Júnior: O titulo escolhido pela equipe brasileira “Modernidade como tradição” constitui-se em uma hipótese desenvolvida a partir de um percurso, que começa com imagens de habitações do Parque Indígena do Xingu ao lado de projetos de Lina Bo Bardi e Severiano Porto. Há claramente uma explosão do arco temporal passado por Rem Koolhaas: 1914-2014. Como a equipe explica esse deslizamento temporal?

André Corrêa do Lago: Essa é a ironia. A arquitetura indígena ainda é contemporânea no Brasil! Ainda temos milhares de índios que vivem e constroem dessa maneira. todas as fotos se referem a aldeias construídas com práticas tradicionais mas necessariamente depois de 1914! Estamos, portanto, dentro do arco temporal de maneira excepcional. O Brasil, como explica o texto na exposição, ainda tem cerca de cem 'povos isolados' (sem contato com a "civilização") quando em todo o mundo estima-se que existam menos de 150! É uma riqueza inestimável e única.

ASRJ: Pela primeira vez, a habitação indígena aparece como elemento de resgate da modernidade brasileira a partir de Lina Bo Bardi e Severiano Mário Porto. As cidades mineiras visitadas pelos nossos modernistas e que ilustraram a capa do catálogo da exposição “Brazil Buildings” no MoMA, em 1943, aparecem em um segundo momento. O que isso significa do ponto de vista historiográfico?

ACL: As primeiras construções no Brasil foram as indígenas, e tiveram forte influência pela técnica construtiva e materiais. Acho que houve menos atenção a essas construções de origem pré-colombiana por ser menos sólida e espetacular do que, por exemplo, o que existe no Peru ou no México. Mas justamente por essa maior fragilidade (as ocas devem ser reconstruídas com certa frequência – a cada 15 anos apontam certos estudos) e a necessidade de reconstrução, essas construções se tornam contemporâneas. Não são apenas construções do passado.

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