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drops ISSN 2175-6716

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Enxovalhada por acusações falsas e cortes de recursos, a universidade pública brasileira corre risco de sobrevivência.

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MARTINS, Carlos A. Ferreira. Back to the past. Drops, São Paulo, ano 20, n. 146.06, Vitruvius, nov. 2019 <https://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/20.146/7540>.



“Quando ouço falar em cultura, saco logo meu revólver”
Joseph Goebbels, ministro hitlerista

A Universidade pública, a educação e a cultura continuam na mira do obscurantismo.

A famigerada CPI da Assembleia estadual instalada para apurar “supostas irregularidades nas universidades estaduais paulistas” concluiu-se sem apresentar nada que justificasse a sua instalação.

Em Brasília, a grotesca figura do ministro “da educação” conseguiu surpreender até os seus admiradores ao declarar que as universidades federais “têm extensas plantações de maconha” e “seus laboratórios químicos produzem drogas sintéticas”.

A associação que reúne os reitores das federais ameaça um processo judicial para obrigá-lo a provar a acusação ou retratar-se publicamente.

Quanto à CPI, ela serviu para mostrar que os controles internos com o dinheiro público já são rigorosos, mas também para confirmar, como reconheceu o Reitor da USP, Vahan Agopyan, que as universidades precisam melhorar sua comunicação com os deputados e com a sociedade em geral.

Mas esse alento não muda o fato de que o teto salarial dos professores das estaduais, que são responsáveis por mais de 40% da produção científica do país, continua mais de 12 mil reais abaixo do teto federal.

Como as escolas privadas não tem teto, já se verifica uma preocupante fuga de cérebros e talentos para escolas como FGV, Insper e outras.

O caricato, mas ativo, personagem que responde pelo ministério conseguiu ainda chamar de “égua sarnenta” a mãe de um internauta e deixar claro seu desgosto com a proclamação da República.

Parece que também nisso está afinado com o chefe da famiglia que confessou que preferiria ter o fake “príncipe” de Orleans e Bragança como vice-presidente, ao mesmo tempo em que lançava seu personal partido, com um logotipo composto por cartuchos de armas de fogo.

Na Alemanha nazista popularizou-se a frase “quando ouço falar de cultura saco logo meu revólver”.

Serve perfeitamente de subtítulo a este capítulo degradante da história de um país que é lindo por sua natureza, generoso por seu povo e ferozmente predatório por suas elites.

sobre o autor

Carlos A. Ferreira Martins é professor titular do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP São Carlos.

 

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146.06 educação
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