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drops ISSN 2175-6716

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Segundo Lutero Pröscholdt, S, M, L, XL – livro publicado por Koolhaas há vinte anos – criticava a padronização da sociedade pós-industrialista, cujas franquias, mídias e multinacionais conseguiram estabelecer um padrão universal para os seus produtos.

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ALMEIDA, Lutero Proscholdt. Vinte anos de S, M, L, XL de Rem Koolhaas. E o muro amarelo da Vila Dall´Ava. Drops, São Paulo, ano 16, n. 098.07, Vitruvius, nov. 2015 <https://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/16.098/5826>.



Há vinte anos S, M, L, XL (1) foi publicado por uma editora nova iorquina; este enorme livro representado nas 1376 páginas possui diários, ensaios, fotografias, diagramas, esboços e plantas arquitetônicas produzidos pelo Office for Metropolitan Architecture (O.M.A.), cuja figura mais expressiva é o arquiteto Rem Koolhaas.

Seu título e capa remetem ao tamanho padronizado de camisetas: pequena, médio, grande e extragrande, reproduzindo o contexto de padronização de larga escala da sociedade pós-industrialista, cujas franquias, mídias e multinacionais conseguiram estabelecer um padrão universal para os seus produtos. Na época do seu lançamento, nas livrarias, o livro parecia representar este mesmo contexto, vendido como camisetas de lojas de varejo, aos montes empilhados na mesa.

Em cores fluorescentes (cada cor remetendo a uma língua diferente), ele parece replicar o próprio contexto que denúncia, um contexto de uma arquitetura genérica, feita em série, reproduzida por escritórios multinacionais, ou como ele mesmo trabalha em texto posteriores uma arquitetura lixo (2) ao qual não há como um arquiteto escapar. E a cidade genérica, o principal texto de S, M, L, XL, remete toda essa ambiência cujas cidades são destituídas de identidade e memória, cuja semelhança entre si é sua característica mais forte.

Na verdade este pequeno verbete vem contextualizar a imagem da Vila Dall’Ava, residência que está exposta no livro com um repertório de imagens surrealistas, mas que na realidade padece como uma ruína na cidade, com muros amarelos desmoronando sustentados por sacos cheios de areia. Tal contraste remete também ao próprio contexto da cidade genérica que se destaca mais como uma imagem do que como matéria, uma arquitetura efêmera, que após os clicks das máquinas fotográficas terá um destino incerto.

notas

1
S, M, L, XL foi publicado no dia 31 de outubro de 1995. In KOOLHAAS, Rem; MAU, Bruce. S, M, L, XL. Nova York, The Monacelli Press, 1995.

2
KOOLHAAS, Rem. Três textos sobre cidade. Barcelona, Gustavo Gil, 2010.

sobre o autor

Lutero Pröscholdt Almeida: Lutero Pröscholdt Almeida é arquiteto e Urbanista pela Universidade Federal do Espírito Santo (2007). Atualmente é doutorando pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, FAPESB/ Ecole Nationale Supérieure d'Architecture, La Villette, Capes e pesquisa o espaço urbano como um campo partilhado.

 

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