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drops ISSN 2175-6716

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O Prêmio APCA 2012 – Categoria “Projeto referencial" é um reconhecimento a um estudo de grande relevância que enseja a transformação urbana com projeto que intervenha na escala da metrópole.

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ANELLI, Renato. Prêmio APCA 2012 – Categoria “Projeto referencial”. Premiados: Alexandre Delijaicov, André Takiya e Milton Braga / Hidroanel, São Paulo. Drops, São Paulo, ano 13, n. 063.03, Vitruvius, dez. 2012 <https://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/13.063/4613>.



Seria possível uma inserção diferente da rede fluvial na cidade de São Paulo? Os rios urbanos desafiam a imaginação de todos, em especial a dos arquitetos e urbanistas.

A importância dos rios para São Paulo é clara desde o início da sua história. A configuração do território forma uma rede fluvial quase plana, que foi navegável para índios e colonizadores. O crescimento da cidade no século XX conferiu aos rios o papel de infraestrutura de macrodrenagem, saneamento e geração de energia, eliminando seu uso para navegação e lazer. Seguindo os vincos dessa rede no território paulista, ferrovias e rodovias assumiram o papel dos antigos caminhos, gerando tanto a rede estadual de cidades, quanto a expansão mononuclear da metrópole. Já no meio do século XX, as águas urbanas haviam se tornado condutos para o esgoto e instrumentos de inundações.

O projeto do Hidroanel paulistano se destaca entre os ensaios sobre os rios paulistanos pela complexidade e aprofundamento, viabilizados pela contratação pelo governo do Estado de São Paulo, do Grupo de Pesquisa Metrópole Fluvial da FAU USP, formado por uma dedicada equipe de professores e estudantes.

Como plano urbanístico, permanece a ideia dos anéis – anel viário, rodoanel, arco do futuro (uma parte de um anel) – afirmando um modelo urbano criado para a modernização das antigas cidades muradas europeias, adaptadas à noção de cidades mononucleares no mundo todo.

Proposto para atingir 170 Km de extensão, o anel hidroviário aproveitará os rios Tietê e Pinheiros, assim como as represas a montante, criando eclusas para a navegação. Para concluir o círculo, um conjunto de eclusas e canais artificiais devem vencer o divisor de águas entre o Tietê e a represa Billings através da conexão dos córregos Taiaçupeba e Estiva.

A função inicial proposta é o transporte de cargas, primeiro as mais sujas – sedimentos de dragagem, lodo de estações de tratamento, lixo, entulho – depois outros tipos, mais comerciais, apoiada por uma rede de portos também concebida no estudo.

Se a função infraestrutural permanece no conjunto, prevalecendo sobre uma eventual função ambiental que envolvesse a renaturalização das margens, a relação da cidade com o rio se altera. O projeto busca uma nova forma urbana, que torne mais amigável a presença das águas fluviais. Nas áreas de montante, ainda de baixa ocupação, o caráter experimental urbanístico se desenvolve mais livremente.

O hidroanel constitui uma referencia para uma pesquisa acadêmica propositiva e experimental, somente possível no âmbito da universidade. Dele se deriva um grande número de trabalhos de graduação, desenvolvidos pelos membros da equipe, que revelam uma instigante capacidade de imaginação do futuro da cidade. O prêmio traz o reconhecimento dessas qualidades, assim como o desejo de que elas se concretizem na efetiva transformação dessa cidade através dos seus rios.

sobre o autorRenato Anelli é professor titular do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo em São Carlos e autor de diversos livros e artigos publicados no Brasil e no exterior.

 

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