Your browser is out-of-date.

In order to have a more interesting navigation, we suggest upgrading your browser, clicking in one of the following links.
All browsers are free and easy to install.

 
  • in vitruvius
    • in magazines
    • in journal
  • \/
  •  

research

magazines

drops ISSN 2175-6716

abstracts

português
Leia o artigo de Tom Lisboa, texto do artista para a exposição "Palimpsestos", em cartaz no Ateliê da Imagem Espaço Cultura de 26 de agosto a 15 de outubro de 2011

how to quote

LISBOA, Tom. Palimpsestos e suas camadas. Drops, São Paulo, ano 12, n. 048.01, Vitruvius, set. 2011 <https://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/12.048/4012>.



Sobreposição, simultaneidade, multiplicidade. Estas e outras palavras que remetem à desorganização, ao acúmulo e ao caos são muito úteis quando queremos definir com precisão a época em vivemos. Neste sentido, se incapacitados estamos de fugir desta crescente aglutinação, é preciso, cada vez mais, aprofundar nosso conhecimento sobre este complexo relevo que está sendo formado.

A palavra palimpsesto deriva do grego pálin (novamente) e psestos (raspado, apagado) e faz referência a uma página manuscrita ou livro cujo conteúdo foi apagado (mediante lavagem ou raspagem) e escrito novamente. É a partir deste conceito de aglomeração, supressão e manipulação que a série Palimpsestos está embasada. Composta por obras em vídeo e fotografia, ela procura refletir sobre um questionamento tão conflituoso quanto inevitável no fotojornalismo: é a imagem que recria o texto ou é o texto que redefine a imagem?

Os vídeos são resultado de uma pesquisa, onde eu preciso encontrar, numa mesma folha de jornal, uma imagem que tenha um texto relacionado a ela no verso. Neles observamos alguém com pincel e água que se entrega a um (inútil?) processo de raspagem de um texto escrito para que o visual venha à tona, uma espécie de Sísifo contemporâneo, que tem como resposta para sua tarefa de desconstrução uma nova construção.

Depois de filmadas, as folhas de jornal que tiveram seu texto raspado são fotografadas. No entanto, nestas imagens, além de visualizarmos a notícia que foi apagada, passamos a ter acesso ao conteúdo que estava ao seu redor, tais como cabeçalhos com datas, nome do jornal, outras imagens e textos. Através das fotografias, o palimpsesto é reinscrito em seu caótico ambiente original e nos revela que o território explorado no vídeo nada mais é do que uma clareira neste extenso emaranhado midiático.

Mirando(a): uma reflexão sobre a natureza das artificialidades (1)

Em Mirando(a), imagens de pássaros foram “capturadas” da internet, ampliadas, emolduradas e penduradas em árvores. Ao promover este reencontro da “foto de natureza” com a natureza, retomo um dos temas recorrentes em minha pesquisa: o contraste entre o real e sua representação.

Inspirado pelo filme Eu, Você e Todos Nós, de Miranda July, cinema e intervenção urbana têm em comum o uso da imagem do pássaro como metáfora das artificialidades do nosso cotidiano que passamos (ou fomos condicionados) a aceitar como naturais.

nota

NE
Texto do artista para a exposição Palimpsestos, Ateliê da Imagem Espaço Cultura, de 26 de agosto a 15 de outubro de 2011.

1
Em exposição no jardim do Ateliê

 

comments

048.01
abstracts
how to quote

languages

original: português

share

048

048.02

Santa Marta dos anjos

A fotografia de Marco Terranova

Rogério Reis

048.03

Amizades perigosas… mas não tão sinceras

Roberto Bottura

048.04

Beleza sitiada

Luiz Fernando Janot

048.05

O descanso da sala

José Spaniol

048.06

World Trade Center (1973-2001)

Fragilidade de um ícone urbano

Roberto Segre

048.07

Digital Fabrication – A State of Art

Gabriela Celani

048.08 Enchentes

Não tirem a serapilheira

Álvaro Rodrigues dos Santos

048.09

Demolindo o poema

O triste fim do Estádio João Cláudio Machado, conhecido como Machadão

Gustavo Sobral

newspaper


© 2000–2019 Vitruvius
All rights reserved

The sources are always responsible for the accuracy of the information provided