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drops ISSN 2175-6716

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Carlos Scliar (1920-2001), as artes plásticas perderam um dos mestres da gravura e da pintura brasileira

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MACIEL DI PRIMIO, Maria do Carmo. Carlos Scliar (1920-2001). Morre um dos mestres brasileiros da gravura e da pintura. Drops, São Paulo, ano 02, n. 003.05, Vitruvius, set. 2001 <https://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/02.003/1579>.


Carlos Scliar [Galeria André]


As artes plásticas perderam um dos mestres da gravura e da pintura brasileira, Carlos Scliar.

Tivemos o prazer de recebê-lo nos espaços do Instituto de Arquitetos do Brasil, seção do Rio de Janeiro, por ocasião da mostra RIOGravura, envolvendo 50 instituições culturais, em setembro de 1999. O IAB/RJ abriu suas portas para a Exposição coletiva Porto Alegre Gravura, que reuniu artistas gaúchos de diferentes gerações com forte presença na arte brasileira e internacional. Scliar, junto com Avatar Moraes e Maria Lucia Cattani, participaram da mesa-redonda Porto Alegre – Gravura.

Carlos Scliar foi um dos idealizadores do Clube de Gravura de Porto Alegre, junto com Vasco Prado, Danúbio Gonçalves, Avatar de Morais, entre outros, que tinha como preocupação uma arte mais social e seus membros tiveram paticipação expressiva no Movimento Mundial da Paz, criado após a II Guerra Mundial. Entre 1950 e 1955, o Clube dos Amigos da Gravura de Porto Alegre funcionou ativamente, sugerindo em todo o país a criação de outros grupos similares e desenvolvendo intenso intercâmbio com países da Europa, Ásia e América. Parte dos membros, tornou-se também conhecido como o Grupo de Bagé, que além de Scliar (apesar de natural de Santa Maria), contava com Glauco Rodrigues, Glênio Bianchetti e Danúbio Gonçalves.

Em 1950, após voltar da Europa, Scliar recebeu convites para a realização de murais, sobre o levante do Gueto de Varsóvia (SP), teve projetos aprovados por Oscar Niemeyer, para Brasília e ainda para os Estados Unidos, através do Itamaraty. Em 1966, Carlos Scliar realiza o mural para o Banco Aliança, em edifício projetado por Lúcio Costa, em 1973 para a Manchete, onde surgiria o primeiro grande painel sobre Ouro Preto.

Carlos Scliar realizou inúmeras mostras individuais de pintura, desenho e gravura, trabalhos criados em seus ateliês de cabo Frio e Ouro Preto. Também integrou centenas de coletivas no Brasil e exterior. Suas obras estão em Museus e coleções nacionais e estrangeiras.

Sobre Scliar, escreveu o mestre Oscar Niemeyer:

"Um dia, em Paris, André Malraux me falou do seu "museu imaginário" e comentou: "Cada um de nós tem o seu museu. Coisas que leu e viu emocionado, guardando-as cuidadosamente no seu subconsciente". No meu pequeno museu, guardo com especial carinho a obra de Scliar. Obra feita de amor e beleza; de coerência e personalidade. E quando dela me lembro, nela adiciono, sem querer, sua figura generosa, entregue à sua pintura, é claro, mas sem esquecer o mundo em que vive, com suas misérias revoltantes. E, como também não me alheio de tais problemas, esse aspecto humano do nosso amigo assume para mim um peso maior. Não é apenas um grande artista, mas um homem que preza a vida e seus semelhantes, pronto a com eles dividir e participar."(1)

notas

1
Oscar Niemeyer, texto para exposição "Scliar: Obras Recentes", Galeria AM Niemeyer, março de 1981

[publicação: maio 2001]

Maria do Carmo Maciel di Primio , Rio de Janeiro, Brasil

 

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