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drops ISSN 2175-6716

abstracts

português
Estudante, por não poder participar do Concurso da Igreja da Puccamp, resolve fazer uns croquis para ilustrar como essa edificação poderia ser

how to quote

RABELO, Clévio. Igreja sem dono. Projeto imaginário para concurso da PUC-Campinas. Drops, São Paulo, ano 02, n. 003.03, Vitruvius, ago. 2001 <https://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/02.003/1577>.


Como não posso participar do Concurso da Igreja da Puccamp – sou estudante ainda–, resolvi fazer uns croquis para ilustrar como essa edificação poderia ser. Vamos chamá-la de "igreja sem dono", à maneira como Lúcio Costa fazia com seus experimentos de casas. 

A Igreja deve ser implantada em uma praça pública, de modo que sua função de reunir a comunidade acadêmica seja extremamente exaltada. Na proposta abaixo, a praça coberta definida pela laje curva faz as vezes de átrio, recebendo e preparando os fiéis para o espaço religioso. Nela deverão ser construídos jardins e um espelho dágua, de modo a reinterar o homem com os elementos da natureza e com a pureza da criação.

Sem criar uma atmosfera densa, o que separa a praça e a nave é apenas um vidro. logo na entrada, está a pia batismal, e ao fundo, o altar, com seu painel de muxarabi em madeira e uma luz zenital forte que vem de um recorte feito na laje. o fechamento da fachada oeste é feito com brises de concreto e vitrais que protegem da incidencia solar e filtram a luz que entrará na igreja, também já filtrada pelo fechamento do lado oposto. Através dos brises também pode se ver o espelho dágua lateralmente à nave principal, acontece a capela, que pode ter acesso direto da praça coberta, e se comunica diretamente com o altar através de painéis giratórios.

Atrás do altar, há uma circulação de serviço que dá acesso à sacristia, à secretaria, à sala de reuniões e aos sanitários e que termina na rua, como entrada de serviço. esse volume dos anexos deve ser recoberto por um painel de Athos Bulcão, retomando a tradição da azulejaria na arquitetura moderna brasileira.

A laje de concreto curva que define o volume da edificação é um caixão perdido que se apoia sobre 3 vigas em arco protendidas biapoiadas cortada em apenas um ponto para a entrada de luz zenital no espaço do altar. Ela não toca o solo (ver corte), o que garante uma integração visual entre interior e exterior.

Colocada sobre o espelho dágua, parecendo flutuar, nasce uma cruz esbelta, com proporções verticais e que substitui simbolicamente o campanário (não pedido no programa). Feita de tubos metálicos oxidados, ela rompe a total horizontalidade do conjunto e identifica a função do edifício.

Uma igreja que é praça, onde o mínimo é o ideal de beleza.

notas

[publicação: abril 2001]

Clévio Rabelo, Fortaleza CE Brasil

 

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