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architectourism ISSN 1982-9930

Chichen Itza, México. Foto Victor Hugo Mori

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A exposição no Beaubourg de Paris, Modernités Plurielles 1905-1970, e a coletânea, Textos Fundamentais sobre História da Arquitetura Moderna Brasileira, organizada por Abílio Guerra, trazem à discussão a revisão histórica de nossa modernidade.


how to quote

ZAKIA, Silvia Palazzi. Uma exposição e dois livros. Modernidades plurais e a revisão da história da arquitetura moderna brasileira. Arquiteturismo, São Paulo, ano 08, n. 085.08, Vitruvius, mar. 2014 <https://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquiteturismo/08.085/5112>.


Modernités Plurielles 1905-1970, em cartaz no Centro Pompidou, Paris, apresenta tema da maior relevância e atualidade: um mega panorama da arte moderna. A exposição com extensa duração, 23 de outubro de 2013 a 26 de janeiro de 2015, dada sua abrangência e importância, ocupa todo o 5º pavimento do Beaubourg: cerca de 1000 obras, 400 artistas representados, 47 países participantes. A mostra propõe uma nova leitura da arte do século 20.

O Brasil ganhou destaque na exposição. Primeiro, pelo grupo dos modernistas paulistas de 1922, com seu Manifesto Antropófago, com Tarsila, os Andrades, Segall, Vicente Rego Monteiro, Portinari e Di Cavalcanti, numa sala especial. CILDO MEIRELLES, ponto final. (é demais). Por último, nossa arquitetura.

Siège Hardoy Chair, Grupo Austral, 1940. Inv.: AM 1993-1-651. Collection design du Musée national d’art moderne/Centre de création industrielle
Foto Philippe Migeat © [Centre Pompidou © MNAM-CCI/Dist. RMN-GP]

Cadeira protótipo, 1948. Arquiteto Oswaldo Arthur Bratke. Inv.: AM 2012-1-94. Collection design du Musée national d’art moderne/Centre de création industrielle
Foto Georges Meguerditchian © [Centre Pompidou © MNAM-CCI/Dist. RMN-GP]

Casa Oswaldo Arthur Bratke, São Paulo, 1951-1954. Arquiteto Oswaldo Arthur Bratke. Inv.: AM 2009-2-329. Collection architecture du Musée national d’art moderne/Centre de création industrielle [Centre Pompidou © MNAM-CCI/Dist. RMN-GP]

Maquete da central telefônica, Campos do Jordão, 1973-1974. Arquiteto Ruy Ohtake. Inv.: AM 2011-2-694. Collection architecture du Musée national d’art moderne/Centre de création industrielle
Foto Philippe Migeat © [Centre Pompidou © MNAM-CCI/Dist. RMN-GP]

Croquis casa-atelier Tomie Ohtake, São Paulo, 1966-1998. Arquiteto Ruy Ohtake. Inv.: AM 2011-2-680 (4). Collection architecture du Musée national d’art moderne/Centre de création industrielle
Foto Philippe Migeat © [Centre Pompidou © MNAM-CCI/Dist. RMN-GP]

Croquis casa Milan, São Paulo, 1972-1975. Arquiteto Marcos Acayaba. Inv.: AM 2011-2-555. Collection architecture du Musée national d’art moderne/Centre de création industrielle
Foto Philippe Migeat © [Centre Pompidou © MNAM-CCI/Dist. RMN-GP]

Croquis casa Milan, São Paulo, 1972-1975. Arquiteto Marcos Acayaba. Inv.: AM 2011-2-555. Collection architecture du Musée national d’art moderne/Centre de création industrielle
Foto Philippe Migeat © [Centre Pompidou © MNAM-CCI/Dist. RMN-GP]

Hangar do Santa Paula Yacht Club, Interlagos, São Paulo, 1961. Arquitetos João Batista Artigas e Carlos Cascaldi. Elevação realizada pelo arquiteto para uma exposição em 1982. Inv.: AM 2013-2-440. Collection architecture du Musée national d’art moderne/C
Foto Georges Meguerditchian © [Centre Pompidou © MNAM-CCI/Dist. RMN-GP]

Perspectiva Yacht club, Londrina, 1959. Arquitetos João Walter Toscano, Odiléa Setti Toscano, Julio Roberto Katinsky, Abrahão Velvu Sanovicz. Inv.: AM 2009-2-54. Collection architecture du Musée national d’art moderne/Centre de création industrielle
Foto Georges Meguerditchian © [Centre Pompidou © MNAM-CCI/Dist. RMN-GP]

Perspectiva Yacht club, Londrina, 1959. Arquitetos João Walter Toscano, Odiléa Setti Toscano, Julio Roberto Katinsky, Abrahão Velvu Sanovicz. Inv.: AM 2009-2-54. Collection architecture du Musée national d’art moderne/Centre de création industrielle
Foto Georges Meguerditchian © [Centre Pompidou © MNAM-CCI/Dist. RMN-GP]

Croquis da Escola Técnica do Comércio, 1963-1965. Arquitetos Decio Tozzi e Luiz Carlos Ramos. Desenho realizado pelo arquiteto em 2009. Inv.: AM 2009-2-371 (001). Collection architecture du Musée national d’art moderne/Centre de création industrielle
Foto Georges Meguerditchian © [Centre Pompidou © MNAM-CCI/Dist. RMN-GP]

Maquete da Escola Técnica do Comércio, 1963-1965. Arquitetos Decio Tozzi e Luiz Carlos Ramos. Realizada pelo arquiteto em 2009. Inv.: AM 2009-2-371 (001). Collection architecture du Musée national d’art moderne/Centre de création industrielle
Foto Georges Meguerditchian © [Centre Pompidou © MNAM-CCI/Dist. RMN-GP]

Pirâmides mexicanas, 1959. Mathias Goeritz. Inv.: AM 1987-1142. Collection du Musée national d’art moderne/Centre de création industrielle
Foto Philippe Migeat © [Centre Pompidou © MNAM-CCI/Dist. RMN-GP]

Mas, o que mais interessa a nós, arquitetos, é o enfoque dado à sessão de arquitetura brasileira. Estão lá: Flávio de Carvalho, Oswaldo Bratke, Paulo Mendes da Rocha, Ruy Ohtake, Decio Tozzi e Luiz Carlos Ramos. Explico adiante.

Alain Seban, presidente do Centro Pompidou, enfatizou o interesse da instituição na proposição de leituras mais abertas da arte moderna e contemporânea, leituras necessariamente plurais que não se reduzem à história canônica da modernidade ocidental. Uma reinterpretação da história da arte moderna. Troca-se o ponto de vista: partindo das margens e das periferias; a mostra se interessa pelas histórias paralelas dos diferentes países que a integram; inverte-se a perspectiva e privilegia-se o que antes fora negligenciado: os fenômenos híbridos e a participação de artistas femininas também.

Catherine Grenier, a diretora geral da exposição, explicou: “Modernités Plurielles” é uma exposição-manifesto, que propõe uma visão da arte moderna renovada e ampliada. E acrescentou, não existe uma modernidade, mas modernidades diversas (1).

E, sob esse olhar, a sessão de arquitetura, é para aqueles que se debruçam no estudo da produção arquitetônica brasileira do século XX, essencial. Com enorme satisfação, constatei, que o texto elaborado pela coordenadora Valentina Moimas para a sessão de arquitetura está alicerçado na revisão historiográfica de nossa arquitetura, tarefa árdua (sintomático: lutar contra mitos é um trabalho hercúleo) iniciada na década de 1980, por um grupo pequeno de determinados historiadores, como bem relatou Abílio Guerra, na apresentação da coletânea de textos organizada e editada recentemente, em 2010 (2). A visão historiográfica consagrada foi paulatinamente desmontada, apesar da resistência de fervorosos postulantes de outrora. Os embates mais difíceis de contestação e relativização de verdades consideradas absolutas já aconteceram. O olhar revisionista abriu novas frentes de pesquisa. Trata-se de um processo longo, do qual compartilho a idéia de que ainda está em curso, pois muita arquitetura precisa ser estudada.

No entanto, alguns estudiosos, penso que poucos, tomam esta questão como superada, já assente na bibliografia produzida nas últimas décadas e, portanto, esgotada. Não creio, e não estou só. É exposição-manisfesto. O título do capítulo dedicado à arquitetura brasileira diz tudo: Architecture moderne au Brésil, une histoire en cours d’ecriture.

Uma vasta produção arquitetônica coadjuvante ainda está por ser estudada. É encorajador estar em sintonia com essas idéias. Talvez ainda tenhamos que escrever um guia politicamente incorreto da história da arquitetura moderna brasileira.

Valeu, Abílio e Cia!

notas

1
Grenier, Catherine (dir). Catalogue Modernités plurielles, 1905-1970. Anvers, Deckers-Snoeck, 2013.

2
GUERRA, Abilio (org). Textos fundamentais sobre história da arquitetura moderna brasileira. Parte 1 e 2. São Paulo, Romano Guerra, 2010.

sobre a autora

Silvia Palazzi Zakia realiza pós-doutorado FAU-USP, bolsista Capes.

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