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minha cidade ISSN 1982-9922

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A Frente Ampla Democrática Socioambiental – coletivo de mais de trezentos pesquisadores, militantes, lideranças indígenas, funcionários públicos, jornalistas e ambientalistas – divulga nota pública sobre tragédia ambiental em Brumadinho.

como citar

FADS, Frente Ampla Democrática Socioambiental. O assunto aqui é modelo de desenvolvimento. Sobre a tragédia ambiental em Brumadinho. Minha Cidade, São Paulo, ano 19, n. 222.05, Vitruvius, jan. 2019 <http://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/19.222/7236>.



Nos solidarizamos integralmente com as famílias de Brumadinho, dos funcionários da Vale desaparecidos e todas as famílias que há tempos vêm pagando o preço pela ganância das empresas mineradoras e tantas outras exploradoras de recursos naturais.

O Brasil tem muito petróleo. E tem muita água limpa, florestas, minérios raríssimos, e tudo isso é de grande interesse do capital internacional. O Brasil é a maior reserva natural do mundo e alterações em nossos biomas interferem significativamente em todo o planeta. Mas, o modelo extrativista voltado para a exportação de commodites, que está em expansão no Brasil, produz desigualdade social e devastação ecológica. Crimes como os que vêm sendo cometidos são atentados contra a humanidade.

Não se pode negar que os tentáculos desta teia de poder encontram ambiente propício diante da fragilidade de fiscalização e de toda a rede que se beneficiaria com o desmonte do Ministério do Meio Ambiente – MMA, o enfraquecimento do Ibama e da insegurança instalada com o atual governo, em especial na área ambiental.

Diante de tantos desmontes, a elite latifundiária e as empresas que exploram recursos naturais não encontram resistência para avançar as fronteiras agrícolas sobre as florestas.

Mais uma vez o interesse privado se sobrepõe ao interesse público, gerando muitas mortes e enormes prejuízos socioambientais.  Atividades privadas geradoras de riscos para a vida e bens públicos têm de ser efetivamente reguladas e controladas, com rigor e responsabilidade, sem flexibilização.  Para isso é essencial um sistema público de gestão ambiental e de riscos, estruturado e fortalecido pelos governos, além de transparência e ampla participação da sociedade.

Quando optamos por um modelo de desenvolvimento no qual o luxo de meia dúzia de humanos vale mais que meio milhão deles, é sinal de algo errado. E o desastre que aconteceu em Mariana, bem como o de Brumadinho, crimes ambientais, não podem ser mais tolerados.

Pedimos a imediata apuração das responsabilidades civil, penal e administrativa da empresa e a efetiva punição dos culpados.

Barragem de rejeitos da mineradora da Vale se rompe e atinge Brumadinho, em Minas Gerais
Foto divulgação [Corpo de Bombeiros de Minas Gerais]

sobre o autor

Frente Ampla Democrática Socioambiental – FADS é um coletivo de mais de trezentos pesquisadores, militantes, lideranças indígenas, funcionários públicos, jornalistas e ambientalistas que se organizou no final de 2018 para resistir ao retrocesso institucional na política ambiental do Brasil.

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