Your browser is out-of-date.

In order to have a more interesting navigation, we suggest upgrading your browser, clicking in one of the following links.
All browsers are free and easy to install.

 
  • in vitruvius
    • in magazines
    • in journal
  • \/
  •  

research

magazines

drops ISSN 2175-6716

abstracts

português
Gustavo Penna procura demonstrar neste artigo a permanência na produção arquitetônica brasileira contemporânea da liberdade criativa, presente em exemplares do modernismo local, como o conjunto da Pampulha de Oscar Niemeyer

english
Gustavo Penna seeks to show in this article the permanent creative freedom in the Brazilian contemporary architectural production, in some exemples of local modernism, as the Pampulha ensemble of Oscar Niemeyer

español
Gustavo Penna busca demostrar en este artículo la permanencia en la producción arquitectónica brasileña contemporánea de la libertad creativa, presente en ejemplares del modernismo local, como el conjunto de Pampulha de Oscar Niemeyer

how to quote

PENNA, Gustavo. Ainda Pampulha? A persistência de uma tradição. Drops, São Paulo, ano 06, n. 014.01, Vitruvius, fev. 2006 <http://pop.www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/06.014/1674>.


Casa do Baile no Parque da Pampulha, Belo Horizonte. Arquiteto Oscar Niemeyer [MINDLIN, Henrique. Modern Architecture in Brazil. Rio de Janeiro/Amsterdã, Colibris, 1956]


Para mim, o grande mérito de Niemeyer foi conseguir juntar duas idéias: a de Brasil com a de Arquitetura.

Antes de Pampulha o que nós tínhamos?

A fundamental influência portuguesa, Beaux Arts, Estilo Eclético Art Deco que vieram de fora, e é claro belas exceções, insuficientes no entanto, para configurar a idéia de país, definir o nosso jeito de ser, pensar e criar.

Foi a Pampulha de JK que colocou o Brasil no mapa mundi da Arquitetura e influenciou muita gente boa pelo mundo afora.

Ali, havia invenção, e quem inventa é livre, tem voz e cultura próprias.

Assim, o arquiteto do Brasil passou a ter sua capacidade reconhecida.

O modernismo com sua proposta sedutora libertava os edifícios do chão e da simetria.

Abria largas janelas, integrava ambientes, incorporava a natureza e permitia o desenho e a poética.

Foi quando a arquitetura modernista brasileira viajou, criou marcas na nossa terra e no nosso pensamento.

Nos anos 70, 80, houve quem decretasse a morte do modernismo da mesma forma, creio eu, que já disseram: que a Arte morreu! E o Rock morreu!

Hoje, o ideal moderno na busca incessante pelo novo incorpora novos conceitos, novos materiais e influencia a produção contemporânea em todo mundo.

Rem Koolhaas, Richard Rogers, Frank Gehry, Álvaro Siza, Jean Nouvel e Zaha Hadid são algumas expressões dessa efervescência numa inacreditável pluralidade de abordagens.

Os ultramodernos ou neomodernos, se assim podemos denominá-los, constroem agora o pensamento universal como uma proposta planetária de gerar relações de paz.

Ontem mesmo, em Paris, esteve montada a exposição Ainda Modernos? (Encore Modernes?) curadoria de Lauro Cavalcanti e Marc Mimram, por ocasião do Ano do Brasil na França no Palais de la Porte Dorée.

Lá estiveram exemplos de produção brasileira contemporânea, a demonstrar que podemos ainda ser deliciosamente livres, novos e modernos.

notas

[publicação: fevereiro 2006]

sobre o autor

Gustavo Penna é arquiteto.

Gustavo Penna, Belo Horizonte MG Brasil

 

comments

newspaper


© 2000–2019 Vitruvius
All rights reserved

The sources are always responsible for the accuracy of the information provided